Um outro ritmo
Aos poucos, eu tenho voltado a pensar no meu estilo, em como quero me sentir. É uma forma de voltar a mim, de me sentir eu mesma e resgatar pedacinhos da minha individualidade
Fiquei divagando sobre o que escreveria nessa primeira newsletter do ano. Nenhum assunto em particular me instigava fora tudo que envolva maternidade (não por acaso estou a 64 dias imersa no puerpério). Então decidi começar por ai mesmo.
Os dias estão me demandando mais presença e menos planos, e eu estou obedecendo. Mesmo assim, faço um esforço consciente de tirar o pijama e colocar uma roupa que me sinto minimamente bem. Faz bem pra minha cabeça.
É verdade que, na maioria dos dias pego as primeiras peças que vejo pela frente, e muitas vezes repito a do dia anterior mesmo. A ordem é ser fácil e prático, mas ainda assim, a roupa tem um papel importante na forma como eu me expresso e me coloco no mundo. Aos poucos, eu tenho voltado a pensar no meu estilo, em como quero me sentir. É uma forma de voltar a mim, de me sentir eu mesma e resgatar pedacinhos da minha individualidade que ficaram em segundo plano.
Se tem uma coisa que eu aprendi sendo mãe é que a maternidade evidencia tudo que é prioridade e o que não é. Tem sido assim com minhas roupas tambem. Ficou muito mais fácil ver aquilo que não tem mais a ver comigo, que não cabe em mim nem na minha vida.
Durante a gravidez, eu fui separando roupas que não serviam em mim e guardando debaixo da cama. Aliás, esta é uma ótima dica: tirar de vista tudo que não serve, porque ficar olhando pra essas peças só causa frustração e volume desnecessário no armário. No meu ritmo, tenho sentido vontade de reabrir essas caixas, e algumas peçam voltaram pro meu closet com uma sensação de roupa nova, e outras eu percebi que não fazem mais sentido. Eu deixo ir com a certeza que estou abrindo espaço pra uma versão ainda melhor de mim e do meu estilo.
Se tem gente que acha difícil se vestir na gravidez, eu to achando dez vezes mais desafiador no pós parto! O corpo está diferente, e ser confortável e funcional são requisitos indispensáveis.
Levando tudo isso em consideração, o que eu to sentindo vontade de vestir esse ano é mais ou menos uma junção disso aqui:

Talvez você também esteja vivendo uma fase em que o estilo precisa ser mais gentil do que ousado, mais funcional do que elaborado. E está tudo certo. Estilo não é sobre estar pronta — é sobre estar em processo.
Que este ano nos permita escolher roupas (e caminhos) que façam sentido para quem somos agora, e não para quem fomos ou achamos que deveríamos ser.
Até a próxima!



Amei a ideia do moodboard anual!! Vou adotar!